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Outras
Notícias
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Midia :
Lapa, Cidade da Música
Artigo :
O centro do Rio, famoso reduto boêmio do samba e do choro, com a Lapa revitalizada e reveladora de bons expoentes nos últimos anos, é cenário de dois livros. Num deles, *Lapa - Cidade da Música (Ed.Mauad, 240 págs., R$ 32)*, Micael Herschmann lança um oportuno debate sobre os rumos da música no País em tempos de crise da indústria fonográfica, a partir do bairro carioca. Já em O Rio Musical de Anacleto de Medeiros - A Vida, a Obra e o Tempo de um Mestre do Choro (Jorge Zahar Editor, 144 págs., R$ 33), André Diniz faz justiça àquele que é considerado "historicamente, o mais importante maestro de bandas de todos os tempos". Claro que, sendo o Rio "uma cidade essencialmente musical" na observação de João do Rio citada na biografia de Anacleto (1866-1907), também lá, como no resto do País, as bandas tiveram importante papel na formação musical do público e dos artistas. Anacleto foi um dos compositores e maestros mais populares na virada do século 19 para o 20 e, portanto, como Pixinguinha, Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga, é um dos pilares de toda a música popular que se criou desde então. Além de outros ritmos estrangeiros que foram incorporados no formato do choro (como valsa, polca e mazurca), Anacleto, como lembra o historiador no livro, foi quem abrasileirou o schottisch europeu e deu no xote, um dos ritmos mais contagiantes da música nordestina até hoje. Como também aponta Diniz em texto memorialista e prazeroso, "ser chorão era ser boêmio" e Anacleto "foi um chorão de primeira grandeza", e sendo o choro a "escola da rua", ele, nascido na Ilha de Paquetá, também foi assíduo freqüentador das rodas no centro do Rio. É sobre a efervescência o que acontece naquelas cercanias hoje que Herschmann se baseia para fazer um minucioso estudo, a partir do reduto do "samba-choro de raiz", sobre as perspectivas da música independente brasileira. O autor entrevistou executivos de gravadoras, músicos, gente da imprensa especializada e traça um pequeno perfil do público consumidor de música "como resistência cultural". A Lapa e o samba-choro servem de parâmetro para esse padrão de qualidade.
Midia :
Prosa & Verso - Design Ergonomia Emoção
Artigo :
Prosa & Verso, 27/09/2008 LANÇAMENTOS Design Ergonomia Emoção A obra reúne reflexões de diversos pesquisadores da área sobre o encontro do design e da ergonomia com a emoção, que gerou um novo campo batizado de design emocional. Os textos mostram muito além da forma física e das funções mecânicas mais utilitárias, os produtos devem contemplar também as funções sociais e simbólicas que possam desenvolver uma sensação de bem-estar nos seus usuários.
Midia :
Rio nas Alturas no Globo
Artigo :
A História contada pelas construções
(por Isabel Kopschitz)
Passear pelo Rio e descobrir a época de construção de cada edifício e casa, brincando com a história da cidade. Foi por meio desse jogo de adivinhação que os arquitetos e urbanistas David e Rogério Cardeman, pai e filho, construíram o recém-lançado “O Rio de Janeiro nas alturas”, da editora Mauad.
— Quando conhecemos a história da cidade e da ocupação dos bairros, ficamos ainda mais apaixonados por ela — diz David.
A região onde hoje é a Tijuca já foi conhecida como Engenho Velho e, depois, Andarahy Grande. Ela era uma das fazendas de cana-de-açúcar da Sociedade de Jesus. Os primeiros tijucanos, portanto, foram os jesuítas. A atual matriz de São Francisco Xavier, por exemplo, é o resultado de diversas obras na capela construída pelos religiosos.
Na época da ocupação da Tijuca, no início do século XIX, o acesso ao bairro era feito pelas ruas Haddock Lobo e Conde de Bonfim. Até a primeira metade do século XIX, havia chácaras, mansões e solares na região, que depois foi ocupada por ricos comerciantes, diplomatas e nobres brasileiros, portugueses e ingleses. Em 1870, o impacto imobiliário causado pela chegada dos bondes do Centro estimulou a venda de propriedades. O processo deu formas definitivas ao bairro.
Mas só a partir de 1925, com a tecnologia do concreto armado, surgiram prédios com mais de seis andares. Nos anos 40, a Praça Saens Peña era o centro de recreação e lazer do bairro. Os anos 70 marcaram a época em que mais prédios foram erguidos na Tijuca. (Jornal o Globo 5/1/2005)
Midia :
Coluna Gente Boa - O Globo
Artigo :
DELÍRIO TOPOGRÁFICO - Muniz Sodré e Raquel Paiva estão lançando o livro "Cidade dos Artistas", pela Mauad, que trata das relações das celebridades com o cotidiano do Rio. "A fama é fortíssimo sujeito de poder e objeto de desejo na cidade, diz Muniz
Midia :
Museu da Casa do Pontal em livro
Artigo :
RIO - O melhor do Museu da Casa do Pontal, uma das maiores coleções de arte popular do Brasil, está reunido no livro que acaba de sair pela editora Mauad, com texto e análises críticas da antropóloga Angela Mascelani, especialista no tema e diretora de Comunicação da instituição. "Nosso último livro saiu em 1993 e as pessoas que nos visitam solicitam uma publicação sobre nosso acervo. Além disso, houve muitas publicações nos anos 70, mas depois o assunto parece ter sido deixado de lado", justifica Angela. Além de fotografar as peças principais, ela escreveu uma biografia dos artistas mais importantes e dividiu o acervo por temas abordados. Angela é nora do fundador do museu, o designer francês Jacques Van de Beuque, que chegou ao Brasil nos anos 50, viajou o País montando exposições e comprando a produção dos artistas populares. Já nos anos 60, expunha sua coleção para amigos, que lhe chamaram a atenção para sua importância. "Nos anos 70, quando a companhia de Furnas desapropriou a casa dele em Botafogo, na zona sul do Rio, meu pai comprou um sítio na Prainha, na época zona rural, para acolher e expor sua coleção", conta Guy Van de Beuque, filho de Jacques. "Hoje, o museu está consolidado e nosso próximo trabalho é dar-lhe condições se sustentação e crescimento." A coleção tem cerca de 8.000 peças e exemplares de artistas como o pernambucano Adailton Lopes, que fazia entalhe em madeira, e o mineiro Antônio de Oliveira, que reproduzia em miniatura cenas de sua cidade natal, Belmiro Braga, no interior de Minas, e acontecimentos históricos, como a Primeira Missa ou o Grito do Ipiranga. Os Van de Beuque - pai e filho, pois este continua a adquirir peças - reuniram peças de 24 Estados, com as temáticas mais variadas. "Ao contrário da idéia corrente, o artista popular não se prende a um só tema e absorve os assuntos e materiais contemporâneos. Na maior parte das vezes, eles têm outra profissão para manter a família e nenhum ou pouco estudo formal, mas tentam compensar essa falta de informação através de sua arte." Às vezes, o artista torna-se valorizado no mercado, como o ceramista cearense Nuno, mas normalmente sua fama é restrita à região onde ele vive, mas sempre encontra continuadores. Segundo Angela, o fato de as populações estarem se transferindo das áreas rurais para a periferia dos centros urbanos não deprecia a criatividade desses artistas. "Eles sempre estiveram em contato com a modernidade, passaram a refletir as histórias que vivem nesse novo meio, mas a essência de seu trabalho permanece", diz ela. Hoje, o Museu da Casa do Pontal é uma referência turística e antropológica não só no Brasil, mas em todo o mundo, pelo tamanho e organização de seu acervo. No entanto, só agora o carioca começa a descobri-lo, mesmo assim por influência de turistas nacionais e estrangeiros. "Temos uma visitação escolar de cerca de 2.000 mil crianças por mês, que assistem a uma dramatização sobre arte popular e sempre pedem para voltar", comenta Angela. "Mas o adulto que nos visita geralmente tem o mesmo perfil. É alguém que mora fora do Rio ou do Brasil, trazido por um carioca que não viria aqui sem ele. Por isso, nossa visitação cresce muito na época de férias do Hemisfério Norte. E também porque estamos em quase todos os catálogos internacionais e nacionais de museus." Beatriz Coelho (Estado de São Paulo / 18/12/2002)
Midia :
Brasil: maior potencial em energia
Artigo :
TRIBUNA DA IMPRENSA - COLUNA CARLOS CHAGAS - 31 DE JULHO DE 2003 Brasil: maior potencial em energia As afirmações do parágrafo acima não se apresentam tão cruas assim no livro de João Alves, mas é precisamente o que ele quis dizer. Não há, para ele, que desistir nem lamentar o fracasso anterior. O Brasil é o mais privilegiado país do planeta, em termos de planejamento energético alternativo, e a referência não vai para o imenso potencial hidrelétrico não explorado. Temos a biomassa e seus componentes, ou seja, sol o ano inteiro, território para ninguém botar defeito e tecnologia avançada no setor. Significa podermos substituir o petróleo, que levou milhões de anos para ficar pronto lá no fundo da terra, por vegetais de toda espécie, da soja à mamona e ao dendê, entre tantos outros, renováveis a cada seis meses ou menos. A renovação não é a única vantagem, porque o combustível tirado da biomassa não é poluente. Experiências foram desenvolvidas em diversas universidades e centros de pesquisa, ficando demonstrado que óleos vegetais apresentam performance até maior do que a do óleo diesel, nos motores a explosão. Acima da gasolina. Até combustível para aviação pode ser produzido em melhores condições e a preços mais baratos. Grande salto para a frente daria o governo Lula caso impulsionasse a expansão da exploração da biomassa, sem falar na imensa fonte geradora de empregos, na fixação do homem no campo e no passaporte que estaríamos tirando para nossa inclusão no mundo desenvolvido. Falta o quê, para essa monumental virada no eixo econômico nacional e internacional? Primeiro coragem para enfrentar os adversários externos e internos. Determinação para seguir em frente. Depois, recursos, capazes de provir em grande parte da expansão das nossas fronteiras agrícolas. Não haverá uma região do País, a começar pela Amazônia, o Nordeste e o cerrado, que não venha a se beneficiar de um plano assim. Em paralelo, teriam a União Européia, a China, o Japão e os próprios Estados Unidos condições de rejeitar participação numa empreitada em condições de resolver seus maiores problemas, previstos para daqui a 25 ou 30 anos?
Midia :
Globo Esporte - negro no Futebol
Artigo :
Quarta-Feira 16/04/2003 Cor? Negro brasileiro! Copa de 50. Final contra o Uruguai. O Maracanã lotado e uma derrota que o Brasil nunca poderia esperar, 2 a 1. A culpa caiu sobre os três jogadores negros da equipe. "A prova estaria naqueles bodes expiatórios, escolhidos a dedo, e por coincidência todos pretos: Barbosa, Juvenal e Bigode. Os brancos do escrete brasileiro não foram acusados de nada". Esta é uma das constatações de Mario Filho no livro "o negro no futebol brasileiro". A 4ª edição traz a capa ilustrada por um quadro de Francisco Rebolo. Nele, um jogador negro de touca dribla um atleta branco. Provocação que o autor certamente aprovaria. Mario foi um cronista preocupado com a dimensão humana do futebol. O primeiro a discutir questões relevantes, já na década de 1930. Por sua atuação como jornalista, ganhou justa homenagem: Mário Filho é o nome oficial do Maracanã. Mas ele narrou, principalmente, histórias que aconteceram antes da construção do chamado "maior do mundo". Nas 343 páginas aprende-se que o 1º clube a aceitar um jogador negro foi o Bangu. Que o Vasco foi o primeiro a desafiar a aristocracia, aceitando pessoas pobres e negras no seu quadro social. Pode-se também conhecer a importância de Leônidas da Silva, o diamante negro, para que negros e mulatos tenham conseguido mais respeito nos clubes. São vários os retratos do preconceito. Há mais ou menos 80 anos, os negros usavam toucas para esconder o cabelo crespo e pó-de-arroz para clarear um pouco a pele. Eles tentavam se passar assim por pessoas brancas. E muitas vezes essa era a única chance de serem aceitos em times que não aceitavam negros. O Fluminense por exemplo era conhecido como pó-de-arroz exatamente por esse motivo. Hoje os negros não são obrigados a passar por situações como essas, mas será que o racismo realmente terminou no futebol brasileiro? Cláudio Adão foi dos maiores artilheiros do Brasil. Fez história nos quatro grandes clubes do Rio. Há cinco anos é treinador formado. Tem curso de técnico pela Fifa. Foi Bicampeão Nacional no Peru e denuncia: "Quando você joga, você jogando futebol defendendo as cores do seu clube. Não tem racismo. O racismo é quando você pára. Voc6e foi um atleta brilhante dentro do clube, e você não tem direito de trabalhar ou ter uma oportunidade para vc exercer sua profissão," afirmou Claudio Adão Adão esteve como auxiliar técnico no Flamengo na época de Lula Pereira. Chegou também a ser assitente de Evaristo de Macedo até o fim do ano passado. E é contra Evaristo que vem a acusação mais grave. O Evaristo, e isso já é de muito tempo atrás, ele é racista. E o que ele fez comigo no Flamengo, acho que não foi legal. Eu estou tendo coragem de falar porque acho que ele vai levar isso com ele e vai se arrepender. Adão acha que foi preterido pelo fato de ser negro. O ex-técnico do Flamengo viu o depoimento de Cláudio Adão e contra-atacou. "Lula que foi treinador do Flamengo foi meu jogador, e mais ainda, o pai do Lula foi meu auxiliar técnico. Trabalhei no vasco, e o meu auxiliar técnico era o Aucir, e você sabe quem ele é. O meu preparador físico, o Bebeto. Não houve nada de pessoal, pelo contrário, eu sempre tive um carinho por ele muito grande, sempre tratei ele muito bem. E só espero que ele se informe melhor e não diga tanta bobagem, tanta besteira," justificou Evaristo. Uma constatação é inegável. Se hoje os jogadores negros são maioria no futebol, o mesmo não se pode dizer dos treinadores. O comentarista Sérgio Noronha tem uma tese. "Algumas pessoas não gostam de receber ordens de negros. Então, o técnico é aquele cara que dá ordem, chama atenção, puxa pelo braço, as vezes grita até quando está a beira do gramado dando uma ordem qualquer, em um tom autoritário. Nem todo mundo gosta de receber ordem de negro,"expliva Noronha. Na seleção, os craques negros são incontáveis. Pelé, Didi, Zizinho. No entanto, nunca houve um técnico negro. E embora os jogadores tenham superado barreiras do preconceito, alguns comportamentos mostram que nem tudo é tão claro como parece. Hoje em dia eles raspam o cabelo porque? Para esconder esse "encaracolado" que ninguém gosta de mostrar,"assinala Noronha. As cabeças raspadas viraram mesmo mania no futebol mundial. "Cabelo ruim tem que cortar," brinca Ronaldinho. A segunda parte do livro de Mário Filho, incluída na edição de 1964, aponta a atuação de Pelé como um importante marco para a mudança do papel do negro do futebol brasileiro. Num dos trechos Mário escreve: "nenhum preto no mundo, tem contribuído mais para varrer barreiras raciais do que Pelé". Não é o que muitos pensam. Cláudio Adão espeta. "No mundo todo, ele é o atleta do século. Eu acho que ele podia divulgar isso com mais clareza e tentar ajudar a raça dele em questão de trabalho, porque ele tem força pra falar,"explicou Adão. As novas gerações podem não conhecer, mas Paulo César Lima, o Caju, fazia misérias com a bola. Marcou época no Botafogo, no Fluminense e na seleção. Sempre conhecido pelo talento, pela autenticidade e pela língua afiada. "Pelé... tá gravando não??" Indagou caju ao querer mandar um recado para Pelé. Sim. Estava gravando. E antes de você ouvir o que ele disse, saiba que Paulo Cesar Caju disputou duas Copas do Mundo. Foi campeão no México ao lado de Pelé. Mas acha que o rei anda distante demais da própria corte. "Só bate bola na Casa Branca rapaz... vai bater bola na favela. Você é preto rapaz... e assuma... só isso," disse o craque. Pelé vai se manifestar hoje a respeito do assunto. Se Mario Filho estivesse vivo para atualizar a obra talvez usasse um ponto de interrogação e mudasse um pouco o título do seu livro. "Qual é o papel do negro no futebol brasileiro?" Num país que se julga tolerante em relação às questões raciais, ainda parece haver uma ferida aberta que nenhuma touca, pó-de-arroz ou cabelo raspado tem a capacidade de esconder. Não deixe de conferir essa reportagem de João Pedro Paes Leme no vídeo.
Midia :
O frágil caráter das teses reformistas
Artigo :
JB ON LINE
Wanderley Guilherme dos Santos Cientista político
O interminável debate sobre reforma política registra, a seu favor, haver dado forte estímulo ao desenvolvimento da análise institucional comparada. Para não mencionar os brasilianistas, invariavelmente contaminados por preconceitos e desinformação, a literatura brasileira é crescente e de boa qualidade, particularmente no que diz respeito ao resultado da redemocratização pós-86.
Das vantagens comparativas entre presidencialismo e parlamentarismo aos sistemas partidários e eleitorais, todos os tópicos habituais das propostas de reforma têm sido cuidadosamente investigados pela academia brasileira.
Avançando sobre a limitada agenda reformista, os estudos vêm revelando o modo de operação cotidiana do parlamento, suas regras escritas e consuetudinárias, produtividade e relações entre legislativo e executivo. O saldo negativo fica por conta do hiato cada vez maior entre os argumentos mobilizados pelos proponentes de reforma e os resultados das pesquisas realizadas, já agora em grande número, que os contrariam. Se, no início do debate, desde a comissão Affonso Arinos, era possível atribuir os juízos equivocados à própria ausência de prática do sistema restaurado e, conseqüentemente, à inexistência de estudos sistemáticos sobre seu funcionamento, a repetição de teses falsas, hoje, deve ser creditada, no mínimo, a teimosias ideológicas. Com isso, tem perdido o debate em amplitude e difusão de informação, não contando os trabalhos acadêmicos com a mesma facilidade de divulgação de que dispõem os trabalhos legislativos.
Por isso, O desafio da reforma política: conseqüências dos sistemas eleitorais de listas aberta e fechada, de Cristian Klein, corre o risco de ser vítima de seus méritos. Resultado de cuidadosa pesquisa, e apoiado em sólida, extensa e atualizada bibliografia, o volume discute, sucessivamente, os efeitos dos sistemas eleitorais, o que é razoável esperar e o que não esperar dos modos de votar, os efeitos esperados e impactos reais dos modelos de listas fechada e aberta na arena eleitoral, legislativa e governamental.
Valendo-se de comparações internacionais, o estudo revela o caráter frágil das teses reformistas, desde a alegada falta de identificação partidária que o sistema proporcional estaria reproduzindo no Brasil, quando na verdade os piores resultados nacionais ainda colocam o país na média internacional e acima de democracias altamente respeitadas, ao controle maior ou menor de candidaturas por oligarquias. As críticas de hiperpersonalismo e ausência de disciplina partidária, a que o voto em lista fechada viria remediar, são igualmente postas em perspectiva e, na realidade, falsificadas.
Alguns aspectos da problemática têm sido objeto de trabalhos críticos e o autor se vale extensamente deles, pondo outra vez em circulação importantes resultados sobre a vida política brasileira. Trata-se de um volume precioso, destinado a consulta regular pelos especialistas e de valiosa ajuda aos leitores não especialistas que busquem informação além da propaganda jornalística. É possível que, em algum momento, os debatedores privilegiados, parlamentares e colunistas políticos, se abram aos esforços da academia para ilustrar a decisão sobre tema fundamental à operação democrática. Teriam muito a ganhar se começassem por este volume.
Midia :
O Império do Grotesco – ISTOÉ
Artigo :
ARTES & ESPETÁCULOS 05/04/2002
Golpe baixo
Muniz Sodré lança O Império do grotesco e analisa como a lógica do mercado obrigou a televisão a privilegiar os temas banais
Eliane Lobato
“Todos os ideais de veiculação cultural ou de educação pelas tevês, isso tudo é balela. A televisão não está nem aí para conteúdos informativos”
Ligar a televisão e selecionar um programa é uma atitude simples que pode revelar muito sobre um povo – principalmente se este povo for um voraz consumidor de produtos televisivos, como o brasileiro. Dados do Ministério das Comunicações estimam que atualmente haja por aqui cerca de 65 milhões de aparelhos de tevê, fatia significativa do bolo de 400 milhões de toda a América Latina. Com estes números na cabeça, Muniz Sodré e Raquel Paiva, dupla de professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, pesquisadores do CNPq e escritores, decidiram esmiuçar o fascínio e os pactos existentes entre a televisão e seu público no livro O império do grotesco (Mauad, 160 págs., R$ 26), a ser lançado na segunda-feira 15. A obra que identifica e explica o grotesco nas artes, na vida e na mídia chega às prateleiras exatamente 30 anos após o lançamento de A comunicação do grotesco, de Muniz Sodré, um sucesso editorial que está na 15ª edição.
Em entrevista a ISTOÉ, o autor – um dos mais respeitados teóricos da comunicação no País – diz que o telespectador não é vítima e sim cúmplice da programação grotesca e que o famoso padrão Globo de qualidade há muito tempo foi substituído pela lógica de mercado ou pela força do ibope. Para Sodré, os reality shows são patéticos porque se esmeram em provar que a vida é tão banal quanto a repetição dos atos miúdos do dia-a-dia.
ISTOÉ – O que é o grotesco?
Muniz Sodré – A estética no Ocidente sempre foi da barriga para cima, olhar para o céu, para o elevado. O grotesco é a estética da barriga para baixo, tem a ver com o que está próximo da terra, portanto, com os
dejetos, com a escatologia, com os excrementos. Mas o grotesco pode ser crítico. Porque, na verdade, ele é a estética do contrário.
ISTOÉ – Entre as vertentes da arte, a tevê é a que mais dá visibilidade ao grotesco?
Sodré – A televisão dá mais visibilidade porque é uma prática de massa, de grande público. Ela mostra claramente que o grotesco é a estética arregimentadora. Não só a televisão brasileira. Acontece em todo lugar onde existe uma corporação acelerada de extratos da população, que não se reconhece de modo hegemônico.
ISTOÉ – Na linha do grotesco, o Programa do Ratinho é, de fato, pior do que Domingão do Faustão, Fantástico ou Linha direta?
Sodré – Já vi nesse Linha direta cenas horripilantes, como um pai atirando em uma filha, numa simulação, evidentemente. Acontece o mesmo no Ratinho, que exibe cenas igualmente horrorosas. É tudo igual. Todos os ideais de veiculação cultural ou de educação pelas tevês, todas essas coisas que diziam sobre os meios de comunicação para educar o público, isso é tudo balela. A televisão não está nem aí para isso de veicular conteúdos informativos, educativos, ter aquelas funções que a sociologia americana atribuía aos meios de comunicação. A tevê mostrou que a primeira grande coisa é a arregimentação de públicos em função do mercado. Só que, para isso, é preciso reduzir o discurso a um denominador comum, o mais baixo, que chega a uma certa animalidade. O que todos temos em comum é que nós somos animais, animais que falam.
ISTOÉ – A Rede Globo ainda mantém o famoso padrão Globo de qualidade ou isso já passou?
Sodré – Hoje, a preocupação é com o ibope. Toda aquela história de padrão Globo de qualidade existiu enquanto a emissora estava sozinha, lá no pódio. Quando a concorrência chega apelativa, ela apela também. É a lógica de mercado. Também não escapam os canais pagos nem as emissoras sem finalidades comerciais, que terminam competindo pela audiência. Esse Marcos Mion, cuja origem é a MTV, é de um grotesco claríssimo, embora seja considerado cult. Acho que quando se trata de conquistar o grande público não adianta, tem que apelar para o grotesco. Ele é de novo a estética triunfante.
Midia :
Invenção do país do futebol no JB
Artigo :
Outro olhar sobre o país do futebol
A imagem de 'país do futebol' atribuída ao Brasil vai ser posta à prova nos próximos meses. Uma das maiores autoridades no estudo das relações entre mídia esportiva e imaginário nacional, o professor Ronaldo Helal, da Uerj, está de malas prontas para embarcar rumo à Argentina, onde passará um ano tocando projeto de pós-doutorado intitulado 'Futebol, mídia e nação: As narrativas sobre a seleção brasileira de futebol na imprensa argentina'.
Helal vê semelhanças na forma como o futebol serviu à construção das idéias de nação, no Brasil e na Argentina. A questão, a ser desenvolvida pelo pesquisador no Grupo de Estudos sobre Cultura Popular e Sociedade, da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires, é se a demarcação da singularidade brasileira resiste ao olhar vindo do país vizinho. Será que o 'estilo de jogo' verde-e-amarelo é tão original assim quanto alardeiam os cronistas esportivos daqui?
- As narrações de brasilidade e argentinidade são muito semelhantes. Nos anos 30 e 40, eles tiveram o Eduardo Lorenzo, o Borocotó (cronista pioneiro do diário El Gráfico), uma espécie de Mario Filho de lá. Borocotó dizia que o bom futebol argentino nasce nos potreros, que nada mais são do que campos de várzea. Eles usam expressões como gambeta, um misto de drible e jogo de cintura, e pibe, o espírito do moleque genial, que são muito próximas à nossa própria imagem do futebol brasileiro - explica Helal, que estudará ao lado de feras da academia portenha, como Pablo Alabarces.
Uma curiosidade: embora a rivalidade Brasil-Argentina seja, para nós, quase um fato da natureza, o grande antagonista do país vizinho nos gramados não é a seleção canarinho, mas sim a inglesa.
- A rivalidade com os ingleses tem relação estreita com a própria formação da nação argentina e ficou ainda mais acirrada com a Guerra das Malvinas. Daí o gol de mão de Maradona na Copa de 86 ser considerado pela imprensa de lá um dos mais importantes da História - aponta o pesquisador, doutor em Sociologia pela Universidade de Nova York, com tese sobre a eterna crise do futebol brasileiro.
Maradona, aliás, segue como ídolo maior da Argentina, já que a renovação não se traduziu em resultados internacionais à altura das conquistas da geração de 'dom' Diego. Seria como o culto a Garrincha se o Brasil não tivesse vencido também em 70, 94 e 2002, compara Helal. A diferença é que tivemos também Pelé, Tostão, Rivelino, Zico, os Ronaldinhos... (Jornal do Brasil – 7 de janeiro de 2005)
Midia :
Cidades Quadradas, Paraísos Circulares
Artigo :
Cidades Quadradas, Paraísos Circulares - os planos urbanísticos do Rio de Janeiro no século XIX trata da formação do urbanismo carioca por meio do estudo das propostas dos planos urbanos para a cidade do Rio de Janeiro. Eles são três, estudados detalhadamente: O Relatório de Obras de Beaurepaire-Rohan, de 1843; os Relatórios da Comissão de Melhoramentos, 1875/76; e o Plano de Reforma da Cidade, apresentado pelo prefeito Pereira Passos (1903/06). Cada um dele é analisado sob a ótica do pensamento ocidental da época e de sua adaptação à realidade do município. O livro reproduz plantas inéditas e é ilustrado por mapas. * Revista Projeto Design - Março 2007 - Seção Biblioteca.
Midia :
Uma Ilha chamada Brasil na "IstoÉ"
Artigo :
História: O Brasil: De onde vem o nome Brasil? Quem aprendeu que a origem desse nome é a árvore pau-brasil (tipicamente nacional) vai se surpreender com a leitura do recém-lançado Uma Ilha chamada Brasil. Assina o livro o tradutor Geraldo Cantarino (editora Mauad). Ancorado em documentação cartográfica e pesquisas, o autor diz que a origem do nome Brasil pode ser uma ilha chamada Hy Brasil. Ela ficaria no litoral oeste da Irlanda. De Londres, onde mora, Cantarino falou a ISTOÉ: ISTOÉ – Há indícios de que Pedro Álvares Cabral sabia dessa ilha? Cantarino – Ao tentar refazer nos mapas a trajetória de Cabral, entra-se numa sinuosa vereda que está longe de ser o resultado de uma simples travessia atlântica. ISTOÉ –Há muitos sobrenomes Brasil na Irlanda? Cantarino – No catálogo telefônico da cidade de Tralee, encontrei muitas variações: Brassil, Brassill, Brazier, Brazil, Brazill, Brazzill. (ISTOÉ 10-11-2004)
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Rio de Janeiro nas Alturas em “O Globo”
Artigo :
O livro O Rio de Janeiro nas Alturas recebeu destaque no caderno Morar Bem do jornal O Globo (5/12/04).
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Cachaças
Artigo :
Estado de São Paulo, 16 de agosto de 2007. A centésima é por nossa conta.A cachaça, em sua diversidade de tipos e sutilezas de produção e degustação, nesta edição especial nº 100 Marcelo Câmara * O Estado de S.Paulo No princípio era a cana, o açúcar, o melado, a rapadura e o melaço. E, no alambique, destilou-se o mosto fermentado. Nasceu o vinho de mel de cana, aguardente da terra, vinho da terra, jeribita da terra. A excelência foi chamada de paraty - um destilado superior e mais caro, feito na cidade do mesmo nome. Finalmente cachaça, do espanhol cachaza, bagaceira popular. Depois, pinga, cana, caninha. Bebida dos mestiços, negros e índios, dos brancos, dos primeiros brasileiros. "Alimento", oferenda, estimulante, moeda, mercadoria, meio de escambo, produto de exportação. A cachaça, nos seus engenhos, explora o território, coloniza, finca a cruz, marca fronteiras, funda vilas, sustenta ciclos econômicos, umedece nossa história. Perseguida, proibida e contrabandeada, discriminada e incriminada a cachaça resistiu a tudo, venceu a todos. Foram 124 anos de proibição legal da produção, comércio e consumo da cachaça: de 1635 a 1759. Paulista, inventada em São Vicente, ela está completando 474 anos de vida. A sua alma é a mesma do povo brasileiro: feita de suor, sonho, alegria, mística, sensualidade e beleza. Hoje, 25 mil produtores fazem 300 milhões de litros de cachaça artesanal, destilada em alambiques, onde processos e técnicas naturais e uma tecnologia secular, aliada à sensibilidade, à vocação e ao talento, determinam a qualidade, rumo à excelência sensorial. Outras 5 mil empresas, com equipamentos automatizados, fabricam 1 bilhão de litros de cachaça industrial, em destiladores contínuos, de coluna, milhares de litros por minuto, com controle e intervenção sobre a estrutura físico-químico da bebida, visando à padronização. Cachaça é a bebida que pinga na ponta do alambique, branca, nova e fresca, no máximo descansada em madeira quase-neutra, e tem cheiro de cana, somente cana, e nada mais, lembrando rapadura e melado. Cachaça envelhecida não é cachaça: é cachaça envelhecida, uma outra bebida. Ela foi alterada nas suas características sensoriais pela madeira, que temperou sua cor, aroma e sabor. Sua natureza, que é de cana, cana e cana, não pode ser corrompida. A cachaça reina como nome típico e exclusivo da bebida nacional, única, feita no Brasil, com graduação alcoólica de 38 a 48 graus e características sensoriais peculiaríssimas. Uma moderna e rigorosa legislação busca garantir a identidade, o caráter e o padrão da cachaça nos mercados interno e internacional. A produção anual é de 1,3 bilhão de litros, gerando 900 mil empregos e 600 milhões de dólares. 125 mil hectares de lavouras de cana-de-açúcar abastecem milhares de destilarias e engenhos. Exportamos menos de 1%, 12 milhões de litros. São Paulo é o maior produtor, Minas Gerais, o maior fabricante artesanal. Paraty, o centro de excelência, que transmite alquimia entre gerações há mais de 400 anos, fabricando a melhor cachaça do mundo. Todos os Estados são produtores. 6 mil marcas estão num mercado com 900 mil pontos de venda. Com aroma fascinante, sabor rústico, a cachaça de excelência exibe virtudes insuperáveis. Nenhum destilado do mundo possui sua exuberância sensorial. Pura ou como base fundamental, é insubstituível na caipirinha, nas batidas e drinques . Genuinamente brasileira, é a segunda bebida mais consumida no País, o primeiro destilado. Cada brasileiro bebe 11 litros de cachaça por ano. Uma população, na imensa maioria pobre, urbana e rural, consome 900 milhões de litros. A classe média e as elites, que sempre a beberam com pudor e eventualmente, começam a descobrir a cachaça. Só se ama e se deseja o que se conhece. E, nas páginas a seguir, você vai conhecê-la melhor. Neste Paladar nº 100, brindemos ao seu sucesso. * Cachaçólogo, pingófilo e degustador profissional, autor de "Cachaça - Bebendo e Aprendendo - Guia prático de Degustação" e "Cachaça - prazer Brasileiro", (Mauad Ed.)
Midia :
Que Ensina o Espiritismo
Artigo :
JORNAL EXTRA_22/07/2007 Muitos leitores sempre me pediram para publicar em forma de livro os artigos que assino nesta Coluna, desde abril de 1998. Eis que, atendendo a essa solicitação, estarei autografando sábado que vem, dia 28, às 15:30 horas, na sede do Abrigo Teresa de Jesus – Rua Ibituruna, 53, Tijuca – o meu terceiro livro: _O Que Ensina o Espiritismo_, editado pela Mauad, cujos direitos autorais foram integralmente revertidos para a FUNTARSO. Nos 30 capítulos dessa obra, esclareço o que é o Espiritismo, respondendo as perguntas que todos nós fazemos: _Quem sou? De onde venho? Por que existo? Para onde vou depois da morte?_. O livro é voltado para aqueles que desejam saber o que é o Espiritismo, e, por extensão, o que é ser Espírita. Com linguagem simples, a obra leva o leitor a interagir com o conteúdo de cada capítulo, colocando-o ao alcance dos princípios básicos da Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, ou seja: a existência de Deus; a imortalidade da alma; a evolução do espírito através da reencarnação; e a comunicação com os espíritos desencarnados. Como o objetivo do Espiritismo é o aperfeiçoamento moral do ser humano, é certo que esses princípios básicos o estimulem, e o levem a atingir esse importante objetivo. Além disso, apresento temas complementares, tais como: a vida em outros planetas; a influência dos espíritos obsessores sobre os encarnados; a visão do Espiritismo sobre o aborto, suicídio, eutanásia e a pena de morte. Tratamos também de questões como: casamento e vida sexual; vampirização do alcoólatra; “mortos” falam por aparelhos; expiações coletivas; porque o diabo não existe; e o que inferno, paraíso e purgatório significam para o Espiritismo. Ao final de cada capítulo, apresento sugestões para leitura, onde o leitor possa ampliar seu conhecimento sobre os temas do livro e aprofundar-se neles. Enfim, essa obra se constitui num curso rápido sobre o Espiritismo, oferecendo ao leitor uma idéia básica da Doutrina Espírita nos seus aspectos filosófico, científico e religioso. “O Que Ensina o Espiritismo” poderá ser encontrado na livraria do CEERJ – tel.: 2224-1244. Espero você dia 28! Gerson Simões Monteiro Presidente da FUNTARSO e-mail: gerson@radioriodejaneiro.am.br
Midia :
Gente Boa - Paladar Carioca
Artigo :
Gente Boa, 14/10/2008
Bife de fígado, rim, miolo, quiabo, rabada... – Médico lanla livro sobre restaurantes com sabor carioca
* O médico Pedro Bijos está lançando um livro sobre os restaurantes do Rio – mas sem Pré Catelan, sem Garcia & Rodrigues ou Gero. "Gosto deles todos, reconheço a qualidade gastronômica de cada um, mas meu livro é só de restaurantes com o verdadeiro paladar carioca", diz.
* "Paladar Carioca", da editora Mauad, é um roteiro de pratos do dia, de comida simples, feito por alguém que tem em sua mais antiga memória gustativa um bolinho de fubá frito, recheado com carne moída, feito por sua avó mineira, especialista em feijão com arroz feito em panela de ferro.
* "Aprecio boas refeições, mesmo quando não são em restaurantes estrelados", diz Pedro Bijos, especialista em cirurgia de mão, e que misturou as referências gastronômicas da família com as experiências da temporada de estudante em Paris, onde se formou.
* Em "Paladar Carioca", Pedro faz uma rápida nostalgia de restaurantes que não existem mais, como o Lucas, o Penafiel, a Lisboeta, Nino, Ariston, o Cabaça Grande, a Taberna Alpina e muitos outros, além de suspirar pelos pratos suculentos desaparecidos da maioria dos restaurantes que sobreviveram: bife de fígado, rim, miolo, quiabo, jiló, mocotó, dobradinha, ossobuco, rabada, miúdos de frango e língua.
* "Na minha geração, essas iguarias faziam parte do nosso dia-a-dia", diz Pedro, "e eu espero, com o livro, mostrar como a nossa culunária é saborosa e tem uma diversidade maior do que a exibida hoje nos cardápios dos restaurantes".
* A pedido de Gente Boa, Pedro Bijos, - que no livro dá uma relação, com endereços, telefones e pequenos perfis de 60 restaurantes da cidade - fez uma relação (abaixo) dos dez melhores restaurantes de sabor carioca e os seus pratos preferidos em cada um deles.
** DEZ MAIS DO BIJOS **
1. Adega Flor de Coimbra (Rua Teotônio Regadas 34, Lapa). Feijoada de feijão manteiga e o bolinho de bacalhau tipo charuto.
2. Cosmopolita (Travessa do Mosqueira 4, Lapa). Filé à Oswaldo Aranha.
3. Escondidinho (Beco dos Barbeiros 12, Centro). Costela de boi.
4. Pastoria (mais conhecido como "28", porque fica na Rua Barão de São Félix 28, Saúde). Paleta de cordeiro feita na panela.
5. Rio Minho (Rua do Ouvidor 10, Centro). O misto grelhado de peixe e frutos do mar.
6. Cervantes (Rua Prado Jr. 335, Copacabana, no momento fechado para reformas). Sanduíches e miolo frito com salada de batata.
7. A Marisqueira (Rua Barata Ribeiro 232,Copacabana). Arroz de Polvo, Alheira, como entrada.
8. Majórica (Rua Senador Vergueiro 11, Flamengo). Carnes.
9. Filé de Ouro (Rua Jardim Botânico 731, Jardim Botânico). Carnes com arroz, feijão, batata frita e farofa.
10. Aurora (Rua Capitão Salomão 43, Botafogo). Mocotó com feijão branco, às segundas-feiras.
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